sexta-feira, 16 de setembro de 2011

CÂNCER AUMENTA 20% NO MUNDO NA ÚLTIMA DÉCADA

Noticia recente vinda de ONG World Cancer Research Fund (WCRF), dá conta que o número de casos de câncer no mundo cresceu a uma estimativa de 20 % na última década. Calcula-se que sejam registrados doze milhões de novos casos por ano.
         Segundo a mesma fonte, na última década a população global passou de 6,2 bilhões de pessoas para aproximadamente 6,9 bilhões, um aumento próximo de 11% segundo estatísticas da ONU.
         Segundo a ONG, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), aproximadamente 2,8 milhões dos casos de câncer estão relacionados á qualidade da alimentação, atividades físicas e peso da população. Acredita-se que esse número está em potencial elevação ao longo dos próximos dez anos.
         Esse alerta ocorre em antecipação á conferência da ONU, entre 19 e 20 de setembro, sobre as chamadas doenças não transmissíveis: câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e diabetes.
         Segundo a WCRF as doenças não transmissíveis tornam-se uma ameaça para o mundo inteiro, particularmente para os países em desenvolvimento. Esse número altíssimo de casos tem correlação com o estilo de vida da população.

         Quanto ao Brasil, segundo dados mais recentes disponibilizados pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer, os casos de maior incidência por gênero são:
·         HOMENS: Próstata (52.350); Traquéia, brônquio e pulmão (17.800), Estômago (13.820), Cavidade Oral (13.330) e Cólon e reto (13.310).
·         MULHERES: Mama feminina (49.240), Colo do útero (18.430), Cólon e reto (14.800) e Traquéia – brônquio – pulmão (9.830)  
Segundo a WCRF, muitos casos de câncer no Brasil também tem relação com o estilo de vida, estimando que 30% dos cânceres no país estão relacionados á dieta, atividade física deficiente e peso.
         Segundo Richard Evans, representante da WCRF, o câncer de intestino que é um dos mais ligados ao estilo de vida e que corresponde no Brasil a aproximadamente 37% de todos os casos brasileiros, está também relacionado aos três fatores citados acima.
         Ainda segundo a ONG, dados relatados pelo IBGE, em pesquisa realizada entre 2008 e 2009, referente a Orçamentos Familiares, apontam um ritmo crescente de obesidade entre as crianças brasileiras.  Aproximadamente 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas, representando quatro vezes mais que há vinte anos.  
         Em sua análise, o aumento da renda do brasileiro levou à substituição dos alimentos naturais por alimentos industrializados e a maiores níveis de estresse e sedentarismo, que estão por trás do crescimento dos índices de obesidade na população.
         Essa situação refletiu-se em um aumento das taxas de peso que ultrapassaram valores de 42,7% em 2006, para 48,1% em 2010, conforme pesquisa do Ministério da Saúde.
         Essa matéria publicada no BBC Brasil, em 15/09/2011, reflete a necessidade tanto da população quanto das autoridades de saúde, de atentarem para uma melhoria da qualidade de vida, que inclua uma alimentação mais saudável, exercícios físicos regulares e controle da obesidade como forma de buscar reduzir a elevação da incidência de câncer.
         Estes aumentos significativos de taxas de crescimento da doença transformam-se em sérios gastos aos cofres públicos e ao já superlotado sistema de saúde do país. Mais uma vez portanto, deve-se priorizar as ações preventivas, os exames periódicos e os melhores esforços para manter uma vida o mais saudável possível.
Slrm
Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110907_cancer_wcrf_pai.shtml

Nenhum comentário:

Postar um comentário