Não posso dizer que não me simpatizava com o PT há 30 anos e até mesmo em tempos mais recentes. Particularmente os posicionamentos de um de seus líderes mais importantes, o Lula, trariam ao povo a esperança de uma sociedade mais justa e equilibrada.
A eleição de Lula para presidente em 2002 tornou-se um marco histórico e uma esperança que o país caminhasse no sentido do desenvolvimento e da igualdade social, sem que ela se tornasse o esmagamento da classe média e produtiva do país, e num populismo barato onde a distribuição de bolsas aos miseráveis, tornou-se a tônica do da sem ensinar. Finalidade: apenas angariar votos e manter-se no poder.
O desencanto com o PT e com Lula veio logo no primeiro mandato, com os famosos escândalos do caso Waldomiro, do Mensalão, etc. Lula não viu nada, não sabia de nada, mesmo quando os envolvidos eram pessoas ligadas diretamente a ele de forma incontestável. O pior de tudo, foi sua alegação de que nunca foi esquerda, que era apenas trabalhador. Trabalhador? Quando? Por quanto tempo? Lula esqueceu rápidos seus discursos, aliou-se ao coronelismo brasileiro da pior espécie, aos amigos da mesma “maracutaia” que vivia denunciando, antes de se eleger. No poder, trabalhou somente pela perpetuação no mandato e a transferência para sua fiel escudeira, Dilma, na esperança futura de retornar ou reintegrar, Pallocis, Dirceus, Genoínos, outros assemelhados.
O governo tornou-se o maior cobrador de impostos até hoje visto. Jamais o país foi com tanta fome ao bolso do brasileiro que trabalha, não tendo assim como sonegar, sustentando com sacrifício pessoal e familiar o assistencialismo barato e as maracutaias de troca de favores de toda ordem para manter o poder.
Rompi com a mentira do PT, de Lula & Cia. Em 2003/2004 em meio a uma greve do Servidor Público, sempre acusado dos déficits do orçamento, quando na verdade os rombos vêem da má gestão, da utilização indevida de verbas públicas, de concorrências fraudulentas, do inchaço de cargos comissionados, da criação de ministérios desnecessários, apenas para atender a composições políticas, entre tantas outras distorções.
O PT que almejávamos era uma mentira, e seu líder enganou a todos por tantos anos. Hoje passeia pelo mundo em jatos de empreiteiras que ganharam concorrências públicas ou foram favorecidas pelas benesses do poder. Os que tinham um ideal, os que tinham um principio ético, os que realmente buscavam o progresso desse país, deixaram o PT e a aliança com o governo, e não foram poucos. Ficaram os que possuem interesses acima do dever de servir ao povo, à nação brasileira. O PT que sobrou é uma caricatura ridícula, de uma liderança ridicularizada, tendo impor sobre o país uma política autoritária de patrulhamento perigoso, num governo que não é de direita, de centro, de esquerda, e nada, apenas de interesse econômico e aparelhamento sindical, no que poderá vir a ser um totalitarismo sindical.
Por tudo acima, apoio o texto de Lúcia Hippólito, e, as comparações do quadro abaixo não deixam dúvidas do quanto nos separamos dos princípios morais e éticos que desejamos para nosso Brasil.
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Aula de História , por Lúcia Hippólito. O Futuro do PT (Lúcia Hippólito) “Nascimento” do PT: O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base. Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira. Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT... Foi um dos projetos bem-sucedidos do general Golbery. Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado. “Crescimento” do PT: O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras. O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas. O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto. Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros. Tudo muito chique, conforme o figurino. “Maioridade” do PT: E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas. Pessoas honestas e de princípios se afastam do PT. A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um grupo liderado por Plínio de Arruda Sampaio Junior. Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL. Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto. E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica. Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido. Quem ficou no PT? Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas. Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64. Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República. Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus. Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente. É o triunfo da pelegada. Lucia Hippolito O PERIGO É O SILÊNCIO Eu pediria a todos que receberem esse e-mail o favor de ler o texto por inteiro, com calma e atenção e, se puder e entender que seja pertinente, gastar um tempinho, para reenviá-lo a todos da sua lista.
E você, já decidiu o que vai fazer nos próximos minutos? Vamos dar ao BRASIL uma nova chance! Ele precisa voltar para o caminho da dignidade. Nós não merecemos o desgoverno que se instalou em nosso País e temos a OBRIGAÇÃO de acordar e lutar antes que seja tarde. |

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