quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PARA 51% DA POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO NO BRASIL NÃO MELHOROU



É possível que numa avaliação generalizada os rendimentos escolares tenham melhorado. Isso depende muito dos critérios adotados na pesquisa e o mais importante, do modelo de ensino adotado no país.
Em especial nas escolas públicas os alunos são promovidos ao período posterior mesmo que suas capacidades não sejam compatíveis com o que se exigiria de conhecimento para determinada fase.
 As escolas, através da política governamental,  optaram por não reprovar - esse é o sistema. Nesse modelo distorcido, evidentemente o índice de aprovação será mais alto e haverá obviamente um crescimento estatístico e melhora. Numa análise mais profunda, entretanto, podemos facilmente perceber a baixa capacidade de conhecimentos e no ensino fundamental a ampliação do chamado "analfabeto funcional".
Sendo assim, parece-me que o governo joga mais com a propaganda e a estatística que com a realidade do conhecimento que os alunos deveriam obter para inserir-se futuramente no mercado de trabalho e contribuírem, de fato, com o crescimento do país.
É sobre esse assunto, que se manifesta a reportagem publicada no site Amambaí Notícias [http://www.amambainoticias.com.br/brasil/para-51-da-populacao-educacao-no-brasil-nao-melhorou ] em 27 de setembro de 2012, que traz uma pesquisa com 2.773 pessoas, sobre os níveis da educação no Brasil, em relação aos índices anunciados pelo governo através do IPEA  (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

PARA 51% DA POPULAÇÃO, EDUCAÇÃO NO BRASIL NÃO MELHOROU

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que para quase metade (48,7%) dos brasileiros a educação no país melhorou. Entretanto, dos 2.773 entrevistados, 27,3% avaliam que não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou.
O Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips) foi desenvolvido pelo Ipea para captar a opinião da população sobre políticas e serviços públicos em diversas áreas. O estudo mostra que essa percepção varia muito em cada região do país. O Sudeste registrou o maior percentual de avaliações negativas: 36,1% acreditam que a educação piorou, enquanto no Nordeste esse grupo representa apenas 14% da população. No Centro-Oeste, 62,9% acham que a oferta melhorou – maior índice de respostas positivas.
De acordo com o Ipea, o maior índice de percepção de melhoria nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e no Norte, e o menor índice no Sul e no Sudeste “podem ser uma evidência de que foram ampliados os investimentos nas três primeiras regiões, já que é justamente lá onde se encontram os piores indicadores educacionais do país”.
A percepção sobre a qualidade da educação também varia de acordo com a renda e a escolaridade dos entrevistados. Para 35,4% dos que têm nível superior completo ou pós-graduação, a educação piorou. No grupo daqueles que estudaram só até os últimos anos do ensino fundamental (5ª a 8ª série ou 6º a 9º ano), apenas 21,4% têm a mesma opinião.
Entre os que ganham de dez a 20 salários mínimos, verificou-se o maior percentual de respostas negativas: 34,2% acreditam que o ensino está pior. Na população com renda mensal de até dois salários mínimos, 19,3% têm essa percepção.
Segundo o estudo, “o nível de conhecimento das mulheres sobre os temas avaliados foi aproximadamente 10 pontos percentuais maior que o verificado entre os homens”. Essa diferença, aponta o Ipea, pode ser explicada “pelo fato de as mães estarem mais atentas à vida escolar dos filhos” do que outros membros da família.
Fonte: Agência Brasil

 


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