QUEM TIVER OUVIDO, OUÇA; QUEM TIVER OLHOS, VEJA.
O povo está bravo? Ah! Está sim senhor. O povo está furioso, revoltado, indignado, pocesso.
O povo é baderneiro? Vândalos? Destruidores, bandidos? Não! Isso não é o povo, é uma minoria infiltrada no meio da massa, cuja ação pode ser considerada oportunista ou não.
Dizem uns que o povo está promovendo baderna, quebrando tudo, incendiando tudo, destruindo o progresso, colocando em risco a liberdade e a democracia. Isso não é verdade, é algo que alguns tentam transmitir no interesse de desmotivar os que estão nas ruas.
Talvez não tenham ainda percebido nossos governantes, do alto de sua arrogância, que eles não são o governo, o governo é o povo, e esse povo saturou-se dos seus desmandos, dos descaso com a opinião pública, da usurpação do poder que lhe s foi entregue.
Ninguém é favorável a saques, destruição, quebradeiras. Acaso já se perguntaram os governantes se não são eles os verdadeiros culpados de tudo isso?
Não terá o povo se cansado de ser roubado e saqueado toda vez que políticos corruptos e seus associados se apropriam do dinheiro público?
Não terá o povo se cansado de ter suas casas destruídas por enchentes, deslizamentos e outras catástrofes, sem que o governo nada tenha feito para prevenir e muito menos para reconstruir? Não está o povo aí também sendo destruído?
Não está o povo cheio de pagar tantos impostos e presenciar construções faraônicas ao invés de obras sólidas, funcionais, em lugar de ostentação que somente da lucro aos empresários amigos de governantes? O povo não vê a mesma aplicação quando o que está para ser construído é em seu benefício.
Não estará o povo dando um claro sinal de que ao não ser ouvido, respeitado, e constantemente espoliado, também pode optar por fazer vir abaixo esse sistema?
Não está o povo exausto de implorar por atenção em saúde e educação, e presenciar o estado esbanjar dinheiro para patrocinar diversão futebolística, que enriquece os mesmos empresários amigos do poder?
Não está o povo enojado de presenciar a morte de seus parentes e amigos na porta de hospitais públicos, pela inoperância do governo e pela corrupção que desvia as verbas que deveriam assistir à população?
Não estão sendo assassinadas, pelos governantes, as pessoas que morrem sem assistência nos hospitais e postos de saúde, porque o Estado arrecadador não proveu os necessários meios para seu socorro?
Não estão sendo traídos e destinados a um segundo plano social, milhões de crianças e jovens porque os governantes optaram por um ensino de baixa qualidade, com professores mal remunerados e escolas caindo aos pedaços?
Não está sendo o povo enganado porque políticos inescrupulosos, ainda pensam que podem utilizar-se de uma imprensa dúbia para manipular o povo, patrocinando festas no lugar de construir escolas e preparar seus filhos para o futuro?
Quem tiver ouvido, ouça! Quem tiver olhos, veja! O recado das ruas é claro e único. Não tem bandeira, não partido, não liderança definida (embora governo e parte da mídia estejam fazendo de tudo para determinar uma liderança com a qual possam”negociar”), não aceita políticos, não tem ideologia de esquerda ou de direita. O recado do povo chama-se indignação. A insurgência popular chama-se saturação.
A revolta do povo é um claro sinal que não aceita mais a subserviência, a manipulação, o autoritarismo, a falta de ética, o amoralismo e imoralismo político partidário. O recado das massas nas ruas, por todos os estados da federação, é um só, num grito uníssono: BASTA!
É um recado claro, que só governantes autoritários, antidemocráticos e reacionários se recusariam a ouvir. Não há tropa de choque que detenha isso. Não há força contra a força do povo, porque como diz o dito, a voz do povo é a voz de Deus.
Militares na irão por muito tempo atirar em seu próprio povo. Não irão bater e matar seus irmãos, seus filhos, mulheres, amigos, etc. Também eles são povo e sentem o mesmo que o povo sente e há muito também clamam por melhores condições.
Ordem e Progresso é que essa nação quer. É o que ela brada e clama nas ruas, com justiça, ética, e, sobretudo, com respeito ao bem público, pudor político e administração voltada para o povo, livre de corruptos e corruptores.
O povo de CHEGA! BASTA! O povo quer reformas, quer mudanças e as quer já. O clamor popular está aí, quem tiver ouvidos, ouça! Quem tiver olhos, veja!
slrm


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